Presos do presídio federal planejavam explodir carro no Depen em Brasília e ataques em 5 capitais

Fonte: Rondoniagora

Quinta-Feira, 11 de Outubro de 2018 às 15:03

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Presos da Penitenciária Federal de Porto Velho planejavam colocar 50 quilos de explosivos em um carro estacionado dentro do Departamento Penitenciário Nacional em Brasília (DF) e ainda sequestrar, torturar e assassinar agentes públicos para pressionar o Governo Federal, e o próprio Supremo Tribunal Federal, a atender as exigências da organização criminosa.

O plano, descoberto pelas investigações e coibido pelas operações Pé de Borracha e Morada do Sol, seria arquitetado por Abel Pacheco de Andrade, Vanderson Nilton Paula de Lima e Roberto Soriano, detentos do presídio. Os nomes foram divulgados pela Rede Globo, mas a Polícia Federal não confirma a informação.

Conforme a PF, a carga de 50 quilos de explosivos plásticos do tipo C-4 seria colocado no veículo estacionado no subsolo do Depen, em Brasília, local onde funciona toda a estrutura administrativa do órgão. O local escolhido seria para causar maiores danos, sem, contudo, deixar qualquer rastro de impressões digitais para impossibilitar a identificação do responsável, o qual deveria se disfarçar para não ser identificado pelas imagens dos circuitos internos de segurança.

Logo em seguida, a organização criminosa faria uma ligação anônima à direção do Depen informando sobre o veículo com explosivos e no qual estaria um manifesto contendo uma série de reivindicações que deveriam ser cumpridas no prazo máximo de 30 dias. Embora anônimo o manifesto, deixariam claro que teria sido redigido por uma facção rival, como forma de se eximirem de responsabilidades.

Como forma de retaliação, se as exigências não fossem atendidas, a facção iria realizar ataques com a mesma carga explosiva em cinco das principais capitais, explodindo prédios públicos e linhas de transmissão de energia, como forma de causar caos e pânico no país.

O plano criminoso seria colocado em prática em conjunto com a denominada Operação Morada do Sol, que consistia, basicamente, no sequestro, tortura e assassinato de agentes públicos, como forma de pressionar o Governo Federal e o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) a reestabelecer as visitas íntimas no âmbito das Penitenciária Federais, suspenso desde julho do ano de 2017.

Na última terça-feira, mulheres de presos protestaram em frente a Penitenciária Federal exigindo que fosse restabelecida a visita íntima.

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