IMORAL – Contrariando MPF e comunidade, deputados aprovam alagação de sete mil campos de futebol em Porto Velho

Fonte: JH Notícias

Quarta-Feira, 11 de Abril de 2018 às 19:14

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Desrespeitando a opinião massiva da sociedade rondoniense e indo contrário a recomendação do MPF (Ministério Público Federal), a maioria dos deputados estaduais do estado de Rondônia aprovaram o projeto de lei que permite a Santo Antônio Energia aumentar em 0,81 cm o lago da usina, desprotegendo áreas ambientais e atingindo diretamente comunidades, em uma alagação que deverá atingir a dimensão de sete mil campos de futebol dentro de Porto Velho e distritos.

A votação pode ser considerada uma vergonha e mostra que a política rondoniense segue de joelhos ao consórcio construtor que segundo a Justiça, descumpre seguidamente acordos com o povo de Rondônia e deixou à mercê da sorte famílias inteiras que até hoje lutam para serem indenizadas.

Mesmo com um plenário lotado de manifestantes, os parlamentares acabam cedendo a pressão de prefeitos de vários municípios que sob a promessa de receber um investimento de R$ 1 milhão cada colocaram a bancada do interior contra a parede.

Votaram favoráveis à usina e contra o Ministério Público Federal, os deputados Alex Redano (PRB), Anderson do Singeperon (PROS), Cleiton Roque (PSB), Edson Martins (MDB), Ezequiel Júnior (PRB), Geraldo da Rondônia, Jean Oliveira (MDB), Laerte Gomes (PSDB), Lebrão (MDB), Maurão de Carvalho (MDB), Ribamar Araújo (PR), Rosângela Donadon (MDB), Saulo Moreira (PDT), Só na Benção (MDB).

Votaram contra o aumento do lago os deputados, Jesuíno Boabaid (PMN), Adelino Folador (DEM), Aélcio da TV (PP), Aírton Gurgacz (PDT), Dr. Neidson (PTN), Hermínio Coelho (PC do B), Lazinho da Fetagro (PT), Léo Moraes (PODEMOS), Luizinho Goebel (PV), Marcelino Tenório (PR).

Não houve nenhuma abstenção ou ausência por parte dos deputados e o resultado culminou em 14 votos à 9, resultado que entrará para a história de Porto Velho como o dia em que o parlamento rondoniense se colocou de joelhos ao poder financeiro do consórcio construtor apontado pela força tarefa da operação Lava Jato como entidade corruptora e pagadora de propina.

Para a comunidade portovelhense resta apenas o sofrimento ocasionado com a ajuda de parlamentares descomprometidos com o bem estar e respeito ao nosso povo. Para os representantes dos municípios que serão beneficiados com o valor compensatório houve comemoração, um sinal de desprezo com a tortura psicológica e social acometida aos atingidos pela barragem.

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