Professora contra militarização afirma que é normal briga de adolescentes na escola

Fonte: assessoria

Segunda-Feira, 14 de Agosto de 2017 às 20:44

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Na tarde desta segunda feira (14), a professora Judith Santos fez uso da tribuna em Audiência Pública proposta pelo Deputado Lazinho da Fetagro (PT), na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, referente à militarização da Escola Capitão Cláudio Manoel, situado no Bairro Cidade do Lobo, Zona Sul da capital.

De acordo com a professora Judith, disse que quando era adolescente sempre teve briga na escola não é agora que esta situação vai parar.

 A professora faz parte do conselho do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero). Judith Santos, professora com mais de 20 anos de profissão, diz ser contra a militarização da Escola Capitão Cláudio Manoel, afirmando que a escola do Distrito de Jaci foi militarizada, e isso é um sonho para os profissionais da educação. Porém, colocando seu ponto de vista em não concordar com a militarização das escolas.

“A militarização é uma forma do governo do estado maquiar a diminuição da violência na escola. Vídeos vinculados por aí de adolescentes brigando, eu gostaria de dizer, que eu já fui adolescente, mas que no meu tempo havia briga de aluno na escola e isso é normal, isso é normal! A diferença é que hoje a gente tem um celular pra filmar e jogar na mídia e criar aí uma situação” declarou a professora Judith Santos.

 De acordo com artigo da Revista Época, cerca de 25% dos casos de agressão foram seguidos de roubo e furto dentro das escolas. Os dados englobam também violência verbal e agressão por meio digitalA violência verbal ou física atingiu 42% dos alunos da rede pública nos últimos 12 meses. É o que revela uma pesquisa realizada pela Faculdade Latino- Americana de Ciências Sociais (Flacso), em parceria com o Ministério da Educação e a Organização dos Estados Interamericanos (OEI). 

Esta é a primeira edição da pesquisa que, entre janeiro e novembro de 2015, ouviu 6.709 estudantes de 12, a 29 anos, em sete capitais brasileiras: Maceió, Fortaleza, Vitória, Salvador, São Luís, Belém e Belo Horizonte. Todas elas apresentaram, segundo o Mapa da Violência de 2014, taxas de homicídio entre jovens maiores que a média nacional (82,7 homicídios por 100 mil jovens).

Na capital de Rondônia, pode destacar que, segundo a pesquisa realizada pela seção de estudo social e psicológico do Juizado da Infância e Juventude de Porto Velho, a situação escolar dos adolescentes com processos judicializados é alarmante, como o aumento do tráfico de drogas, haja vista que há um alto índice de desistência escolar (64%) dos casos, revelando que a escolarização é de fundamental importância e fator de proteção no processo de desenvolvimento e socioeducativo.

A escola Capitão Claudio Manoel, foi apontada como uma das mais violentas do Estado de Rondônia. Para a professora Judith, a culpa é da Polícia Militar por não interceptar a droga que entram nas escolas, pois, segundo ela essa droga seguiu um caminho antes de entrar na sala.

O deputado Jesuíno Boabaid que é o grande defensor das Escolas Militares, disse que o governo deveria aplicar o programa em todas as escolas de Rondônia, pois, somente assim a violência e o tráfico estariam distantes dos alunos.

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